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Um brasileiro chamado Santa Matilde

23/09/2015

Em 1975, o chamado regime militar proibiu a importação de automóveis e autopeças para o Brasil, inviabilizando a compra ou mesmo a manutenção dos carros importados que já rodavam por aqui. Um cidadão chamado Humberto Pimentel, prevendo ficar sem peças de reposição para o seu Porsche, encomendou um Puma GTB, o melhor esportivo nacional da época.

 

No entanto a fila de espera era muito grande, e a Puma não se interessou por nenhuma das suas sugestões para aperfeiçoar o carro. Com isso, Dr. Humberto, que tinha uma fábrica de vagões, charretes e implementos agrícolas, decidiu fazer por conta própria um carro que suprisse todas as suas expectativas. 

 

A fábrica, fundada em 1916, já contava com funcionários experientes na área de pintura, lanternagem e soldagem. Foi então contratado o engenheiro Renato Peixoto, famoso por criar carros de corrida. Nascia o Santa Matilde, ou SM para os mais ‘chegados’.

 

O carro contava com um chassi muito bem acertado, impressionando a todos que andavam na versão conversível, pois esta era praticamente livre de torções, algo inimaginável na época. A carroceria era feita de fibra de vidro reforçada, material que, ao longo do tempo, costuma acumular trincas, o que raramente acontecia no SM, devido à qualidade do chassi.

 

 

O acabamento também estava à frente do seu tempo, em se tratando de carros nacionais, com arremates e qualidade lembrando os melhores importados. Digno de ser um dos indicados no livro 1001 carros para dirigir antes de morrer (Sextante), o Santa Matilde é motivo de orgulho para a indústria automobilística brasileira, seja pelo seu design charmoso, moderno e original, ou pelo conjunto mecânico extremamente robusto e muito admirado pelos brasileiros.

 

E não estamos falando da mecânica Volkswagen amplamente usada nos fora de série nacionais, mas a do Chevrolet Opala. O Santa Matilde podia vir com o motor 2.5 aspirado ou turbinado, ou ainda com o aclamado 4.1 de 6 cilindros. Foi produzido de 1978 a 1997 e custava quase o dobro de um Diplomata.

 

Em sua apresentação no salão do automóvel de São Paulo de 1976, foi considerado um dos carros mais luxuosos do país, pois contava com bancos de couro, vidros elétricos, toca fitas, ar condicionado e freio a disco nas quatro rodas como itens de série, um verdadeiro luxo para época. Hoje o Santa Matilde é um dos mais bem cotados e raros modelos no crescente mercado brasileiro de carros clássicos. Um exemplar bem conservado pode ultrapassar os 50 mil reais.

 

E você, já conhecia esse belo esportivo? Tem algo a acrescentar ao nosso texto? Fique a vontade e compartilhe os seus conhecimentos conosco!

 

 

 

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