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Mitos e verdades sobre carros - 1ª parte

27/10/2015

Você certamente já recebeu conselhos de amigos, parentes ou mecânicos, do tipo: amacie seu carro em altas rotações desde zero senão ele ficará ‘manco’, ou: não ande na reserva que pode queimar sua bomba de combustível!

 

Os mitos ou crenças surgem por motivos como a rápida evolução tecnológica dos automóveis, falta de conhecimento técnico, ou por serem repetidos tantas vezes que ganham status de verdadeiros. E eles são tantos que decidimos apresentá-los em duas etapas. Seguem os primeiros:

 

1- Andar com o tanque na reserva causa superaquecimento da bomba de combustível: MITO. Muitos acreditam que se houver pouco combustível no tanque, a bomba não será devidamente refrigerada. Na verdade a refrigeração se dá pelo combustível que passa pelo interior da bomba, e não pelo que fica ao seu redor. Alguns modelos, inclusive, são instalados fora do tanque.

 

2- Andar com o tanque na reserva faz a bomba puxar sujeira do fundo do tanque, podendo travá-la: MITO, pois o pescador da bomba fica no fundo do tanque, e puxa o combustível do fundo independentemente do nível.

 

3- Usar o ar condicionado aumenta o consumo de combustível: VERDADE. O compressor do ar condicionado é acionado pelo motor do carro, exigindo certo esforço, que se traduz em consumo de combustível. Mas seu impacto é maior no trânsito urbano. Na estrada, em velocidades acima de 80 km/h, o uso do ar condicionado pode gerar economia em relação a trafegar com as janelas abertas. Elas causam grande arrasto aerodinâmico, exigindo mais do motor que o necessário para manter o ar ligado. Veja aqui outras dicas de economia de combustível.

 

4- Colocar o câmbio automático em Neutro no trânsito pode danifica-lo: Reza a lenda que nessa condição não há lubrificação. É MITO, pois o câmbio automático possui um bomba de óleo que mantém a lubrificação, seja qual for a marcha selecionada. Alguns modelos até fazem comutação automática para Neutro quando se fica parado por determinado tempo, o que economiza combustível, retornando para Drive assim que se solta o pedal do freio.

 

5- Altas rotações danificam o motor: MITO. Todo motor, ao ser projetado e construído, prevê uma faixa ideal de funcionamento, em que apresenta melhor rendimento. Andar em rotações abaixo ou acima dessa faixa pode causar danos ao motor. Muitos motoristas têm receio de usar toda a faixa de rotação do motor, o que em carros menos potentes aumenta o risco de acidentes durante ultrapassagens, por exemplo. Use sem medo, já que os carros modernos contam com corte eletrônico que impede rotações excessivas.

 

6- Esquentar o motor: Esquentar o motor antes de sair é um hábito antigo, que já foi necessário, mas é MITO para os carros produzidos a partir dos anos 90. Antes disso os motores eram dotados de carburador, e sua regulagem era feita com o motor já aquecido. Ou seja, enquanto o motor não atingisse a temperatura normal de trabalho o carro ficava desregulado, falhando e com pouca potência, especialmente os movidos a etanol.

As folgas internas do motor eram bem maiores que nos dias atuais, então era necessário esperar o motor esquentar para que todas as peças de dilatassem, permitindo ao motor funcionar sem que houvesse desgastes que comprometessem a sua durabilidade. Os óleos lubrificantes também eram muito inferiores aos atuais, e não ofereciam boa lubrificação a baixas temperaturas. Mas tudo isso é passado. Graças à injeção eletrônica e aos processos mais modernos de usinagem, os motores possuem folgas mínimas. Os lubrificantes também deram um grande salto em tecnologia, possibilitando maior proteção em todas as condições de temperatura.

 

7- Descansar a mão sobre a alavanca do câmbio causa desgaste prematuro: VERDADE. Essa prática aparentemente inofensiva gera desgaste no trambulador do câmbio, dificultando os engates de marchas. O mesmo vale para o pé apoiado sobre o pedal da embreagem. Nos automáticos, o esforço sobre a alavanca pode gerar mal contato nos sensores, cujo conserto é bastante oneroso.

 

8- Carro novo precisa ser amaciado antes de poder ser usado plenamente: VERDADE. O processo de amaciamento de um motor consiste em fazê-lo funcionar sem grandes esforços por um determinado período, afim de que suas peças internas se ajustem devidamente. Há alguns anos, as montadoras recomendavam que o amaciamento durasse até 10.000 km. Hoje os fabricantes e especialistas divergem sobre o assunto. Marcas como Fiat e Ford não fazem nenhuma recomendação específica, enquanto Renault e Nissan recomendam cautela nos primeiros 2 ou 3 mil km. O fato é que as técnicas de usinagem evoluíram muito, e hoje os motores trabalham com folgas muito menores. Na nossa opinião, o fato de muitas montadoras citarem algum procedimento de amaciamento indica que é sim necessário, embora com menos rigor que antigamente.

 

Em breve apresentaremos mais mitos e verdades. Se você tem alguma sugestão, deixe nos comentários!

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