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Sistema de suspensão ativa

21/11/2015

Quando dirigimos, às vezes nem percebemos o quão duro e importante é o trabalho da suspensão dos nossos carros. Ela precisa, ao mesmo tempo, filtrar as imperfeições da estrada, manter os pneus sempre em contato com o solo, evitar que o carro balance ou incline demais, ou que fique desnivelado ao carregar o porta-malas.

 

Parece simples, mas a suspensão é um dos sistemas que mais tomam tempo ao se projetar um carro. O problema é a ‘síndrome do cobertor curto’. Quando se prioriza o conforto se perde em estabilidade e segurança. E ainda há os gostos regionais. Os motoristas norte-americanos, por exemplo, preferem suspensões mais macias, ao contrário dos europeus, que gostam de carros firmes. Isso não afeta a produção local, mas dificulta as exportações.

 

Como resolver?

 

Muitas ideias já foram testadas visando atender diferentes compromissos num único projeto. Para ficar em exemplos nacionais: no início dos anos 90 a Ford lançou uma versão especial do Escort XR3, chamada Fórmula. Ela tinha amortecedores com dois níveis de rigidez, acionados por um botão no painel. Na mesma época o Chevrolet Kadett tinha um sistema de bolsas de ar na suspensão traseira, que podiam ser infladas como um pneu, para nivelar a altura do carro carregado. Um sistema parecido foi usado na Omega Suprema, porém com compressor integrado e nivelamento automático.

 

No entanto, o fabricante que foi mais longe nessa jornada é a Citroën. O projeto começou nos anos 40, e chegou às ruas em 1954. Com o nome Hydractive, o sistema originou a lenda de que os carros da marca são ‘incapotáveis’. Dizia-se que quem fosse capaz de capotar um Citroën ganharia outro, o que nunca foi verdade, mas dava a dimensão da eficiência do produto.

 

A suspensão Hydractive dispensa molas e amortecedores. Consiste num engenhoso circuito hidráulico, em que esferas pressurizadas com um óleo especial e gás nitrogênio cumprem a função de absorver impactos e nivelar a altura. O sistema passou por diversas evoluções ao longo dos anos. Atualmente, o Citroën C5 é a vitrine desta tecnologia, que permite ao carro ser muito estável e muito confortável ao mesmo tempo.

 

Através dos seus múltiplos sensores, a suspensão ativa garante que o carro não se incline em curvas, acelerações ou frenagens. Também compensa a carga, mantendo a mesma altura vazio ou carregado. Permite ainda elevar a altura de rodagem para transpor obstáculos ou reduzi-la em altas velocidades, para maior estabilidade. Sua central eletrônica é capaz de ajustar o nível de rigidez em cada roda até 400 vezes por segundo. É tão eficiente que a Citroën licenciou o seu uso a marcas de alto luxo, como Rolls Royce e Mercedes Benz.

 

Veja mais: Video 1 - Video 2

 

Um sistema parecido foi usado por equipes de Fórmula 1 no final dos anos 1980. A mais vitoriosa foi a Williams. Seus carros eram tão eficazes na pista que a suspensão inteligente foi banida da categoria a partir de 1994. Hoje os carros top de linha da Mercedes Benz têm um sistema que inclui um radar capaz de ‘ler’ a estrada e preparar a suspensão para reagir antes de atingir um buraco, por exemplo. Parece ser o último passo antes dos carros voadores... ou não?

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