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Carro autônomo: você ainda vai ter um?

24/10/2018

Nas conversas sobre automóveis, o tema “carros autônomos” tem se tornado recorrente. Todos querem saber o que são, como funcionam e quando serão realidade nas ruas. Ainda, que impacto eles terão no trânsito caótico das nossas cidades. Por conceito, carro autônomo é aquele que se movimenta por conta própria, sem intervenção ou necessidade de um motorista “humano”, por assim dizer.

 

Parece algo distante, de filme de ficção científica. Mas se formos buscar um paralelo na aviação civil, veremos que os aviões de passageiros há algum tempo já são capazes de voar sozinhos, compreendendo não só o voo de cruzeiro, mas também a decolagem e o pouso.

 

Dito isso, a coisa parece não estar tão distante assim. Na verdade, algumas tecnologias do carro autônomo já existem há muito tempo. No final dos anos 80 a Volkswagen obteve grande repercussão ao apresentar o protótipo Futura, capaz de estacionar sozinho em vagas apertadas, fazendo uso de quatro rodas esterçantes. Na mesma época, diversos automóveis estrangeiros já dispunham de um recurso que aqui ficou conhecido como piloto automático. Na prática, se trata de um controlador automático de velocidade, capaz de manter a velocidade do carro constante sem que o motorista precise pisar no acelerador, independentemente de ser pista plana, subida ou descida.

 

Muitas montadoras de alto padrão, predominantemente as europeias, vêm investindo ano após ano no desenvolvimento de novas tecnologias, visando principalmente reduzir o risco ou as consequências de acidentes de trânsito. A Volvo, por exemplo, foi pioneira no desenvolvimento da frenagem automática, para evitar atropelamentos no trânsito urbano. Já a BMW é precursora da visão noturna, que usa radares e câmeras infravermelhas para também minimizar o risco de atropelamentos à noite.

 

Outros recursos recentes são os sensores e câmeras capazes de ler e interpretar a sinalização de trânsito, desde as placas até as faixas das rodovias. Também aqueles capazes de identificar os demais veículos próximos, sua velocidade, direção e probabilidade de virem a colidir com o veículo em questão.

 

O carro autônomo vem se tornando realidade à medida em que essas tecnologias passam a ser utilizadas em conjunto, trabalhando de forma integrada. Um dos primeiros carros a apresentar um sistema tecnicamente capaz de dirigir sozinho foi o Tesla Model S, lançado em 2012 nos Estados Unidos. A tecnologia, batizada com o criativo nome “Autopilot”, possibilita ao motorista mais confiante até dormir durante o trajeto, embora a própria montadora recomende que ele deva ficar atento durante todo o percurso. Vale uma pesquisa no Youtube!

 

Mas, por incrível que pareça, a maior revolução do carro autônomo não é tecnológica, mas cultural. Por muitas gerações o automóvel foi um importante símbolo de status e poder. A destreza daqueles capazes de conduzir essas máquinas com precisão, a experiência que elas proporcionam aos sentidos de quem é apaixonado por carros, são conceitos próximos de se tornarem nostálgicos, tamanha a indiferença que o automóvel causa nos mais jovens. Prova disso é o decrescente interesse das novas gerações pelo automobilismo.

 

O jovem de hoje, na sua grande maioria, não tem aquela expectativa de fazer 18 anos para poder dirigir. Já está habituado a chamar um carro pelo aplicativo, que, além de prático, é mais barato. A propósito, a maior empresa de carros por aplicativos está muito próxima de apresentar o seu próprio veículo autônomo, que gradativamente irá aposentar os seus motoristas, tornando as viagens ainda mais baratas. Dirigir está se tornando algo do passado, retrógrado, até porque, no trânsito de hoje, muitas vezes ficamos mais tempo parados que andando.

 

Fora isso, outras questões levantadas por especialistas dizem respeito, por exemplo, a quem responsabilizar pelos acidentes de trânsito envolvendo carros autônomos, e essa é uma discussão que, mais cedo ou mais tarde, precisará da atenção dos legisladores. O fato é que se trata de um caminho sem volta. Os carros autônomos já estão se tornando realidade.

 

Todas as grandes montadoras pretendem lançar os seus autônomos a médio prazo. Evidentemente que todos eles terão duplo comando, ou seja, poderão ser conduzidos também por motoristas. Mas é uma questão de tempo para que apareçam aqueles sem volante e acelerador. Quanto tempo? Isso não depende das montadoras, mas dos seus clientes.

 

O próximo passo da evolução dos autônomos será a troca de informações entre os veículos. A comunicação entre os carros, bem como deles com os sistemas de trânsito, como semáforos, será um grande passo para a otimização das vias, economia de combustível e prevenção de acidentes. Mas isso só será possível se não houver motoristas humanos (imprevisíveis) em meio aos robôs. Chegará o dia em que carros com motoristas se tornarão indesejáveis, com restrições de tráfego, tal qual os veículos a combustão em comparação aos híbridos e elétricos nos dias de hoje.

 

Há focos de resistência, no entanto. Recentemente a Porsche anunciou que, embora pretenda lançar carros autônomos, seus veículos sempre terão volantes, além da opção de câmbio manual, por mais que os automáticos já tenham se provado superiores em desempenho e consumo. Faz sentido, afinal é difícil acreditar que alguém compraria um Porsche para ser conduzido por ele. A graça está justamente em dominá-lo!

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